Páginas

sábado, 30 de junho de 2012

Mata



      Era um mundo novo. Penetrei nele como um intruso. Não me era possível dizer se minha presença causava mais medo ou curiosidade. A cada passo, galhos quebrados, farfalhar de folhas, minúsculos pescoços infiltravam-se pelos arbustos e viam a minha figura, sumindo rapidamente.
      Não sabia se aquilo me causava a sensação de aceitação, ou de ser um monstro em meio àquele mundo ínfimo.
      O vento quase sulcava meu rosto, de tão gelado.
      Depois de passar horas apreciando aquelas árvores e aqueles animais que agora me olhavam com indiferença, pude ter a certeza de que o homem é insignificante para a natureza.

Nenhum comentário:

Postar um comentário