Era um mundo novo. Penetrei nele como um
intruso. Não me era possível dizer se minha presença causava mais medo ou
curiosidade. A cada passo, galhos quebrados, farfalhar de folhas, minúsculos
pescoços infiltravam-se pelos arbustos e viam a minha figura, sumindo
rapidamente.
Não sabia se aquilo me causava a sensação
de aceitação, ou de ser um monstro em meio àquele mundo ínfimo.
O vento quase sulcava meu rosto, de tão
gelado.
Depois de passar horas apreciando aquelas
árvores e aqueles animais que agora me olhavam com indiferença, pude ter a certeza de que o homem é insignificante para a natureza.
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