22/07 2012
Estava acima do círculo polar ártico; uma missão
de rotina, uma falha mecânica por alguns momentos e chegara a pensar na imagem
do seu corpo morto sendo iluminado pela aurora boreal; mas lá estava ele agora,
sem comunicações, sem condições de sobrevivência, mas com toda a esperança do
mundo.
Havia o GPS! Rezava agora para que as chamas não
consumissem o aparelho. De qualquer forma, eles o encontrariam, pois não estava
muito longe do local da queda; o problema era quando isso aconteceria.
Começou a checar os suprimentos e o kit de
sobrevivência: lanternas elétrica e química, canivete suíço, ataduras, material
para curativo e o melhor, suprimentos para quinze dias, fogareiro químico,
pasta para fazer sopa instantânea, frutas cristalizadas, patê de carne, carne
cozida e defumada, barras de cereal, conservas, etc.
Do conjunto de primeiros socorros tirou uma tala
para a perna quebrada, encaixou-a e enrolou com ataduras. Tomou uma dose de
morfina para eliminar a dor; ainda bem que a caixa de suprimentos também foi
ejetada.
O frio era intenso: viu no termômetro trinta e
dois graus negativos. Pegou uma muleta para a neve e ficou de pé bem a tempo de
ver que um homem vestido como um marinheiro do século XVIII o observava. Como
aquele homem poderia estar ali? De onde viera? Como sobrevivera àquelas
condições extremas? Estas questões que a sua mente formulara seriam respondidas
em breve, pois o homem estava se dirigindo a ele.
—Quem sois vós? Não vejo navio algum nas
redondezas e vós não sois um marinheiro. — inquiriu o homem, apontando uma
pistola antiga.
—Coronel Marlan, piloto da Marinha dos Estados
Unidos da América.
—O que é um piloto? — perguntou com rispidez —
Foste o responsável por aquele fogo lá adiante? O que é aquele objeto cor de
prata em chamas?
—É o meu avião. Ele pegou fogo e eu ejetei a
tempo. Quebrei a perna na queda.
—Queda de onde? Acaso vês montanhas aqui?
—Do céu.
—Do céu? És um demônio? Só pode ser, pois não te
pareces com um anjo.— a pistola em riste se movimentava aleatoriamente, e
Marlan já começava a sentir o suor brotar por baixo da roupa. Seu medo é de que
ela disparasse, pois uma perna quebrada já era bastante por um dia.
—Por favor, cuidado com essa arma, ela pode
disparar!
—Se ela disparar contra um demônio será um favor
ao mundo.
—Mas não sou um demônio. Se eu fosse, estaria
com a perna quebrada?
O homem olhou para baixo e ao ver as ataduras e
a muleta, resolveu confiar nele.
—Está bem. Não sois um demônio, mas como explica
o fato de voares?
—Aquele fogo lá é no meu avião, uma máquina
voadora.
—Falas de modo estranho, homem estranho. Eu não
o compreendo. Aquilo é pesado demais para voar. Deves estar mentindo.
—Eu posso explicar: você é um marinheiro, certo?
—No seu navio havia canhões?
—Sim, os melhores da marinha americana!
—Os canhões são máquinas.
—Então voas em canhões?
—Não, eu voava em outro tipo de máquina, um
avião.
—É um tipo de navio que voa?
—Podemos dizer que sim. Ele se parece com um
pássaro grande, de metal. Voa muito rápido e faz muito barulho e solta fumaça
por buracos nas asas.
—Então é um demônio!
—Não, não é nada disso. Ele foi feito pelo
homem.
—E por que ele caiu?
—Pegou fogo. Deu um defeito e o combustível
começou a incendiar... — foi interrompido por uma explosão.
Subitamente o marinheiro olhou para o fogo e
disse:
—Vamos sair daqui. Se o gelo rachar com esse
calor, corremos perigo.
—Mas preciso aguardar o resgate aqui, ou vão
pensar que estou morto!
—Vinde comigo homem, ou quando o resgate chegar
encontrará um corpo para ser enterrado.
—Mas a minha roupa protege contra o frio. Posso
esperar aqui por quinze dias, e só armar a minha tenda...
—Que tenda? A tua tenda estava em uma grande
caixa?
—Sim, como sabe?
—Olha! — apontou com a pistola na direção da
caixa que afundava, mais uma vez sacudindo-a perigosamente.
—Oh, não! O que vou fazer agora?
—Seguir-me ou perecer. — voltou as costas para
Marlan e foi andando em direção ao norte. Após alguns minutos de caminhada, chegaram
a um imenso iceberg. Mais alguns minutos andando em torno, viram um pequeno
platô, quase ao nível do mar, onde estava encravado um veleiro do século
dezoito.
—Lá está o meu navio, o Medusa! Aquela maravilha
foi lançada ao mar em 14 de janeiro de 1791; não é uma beleza? Foi o meu
primeiro navio, quando me tornei capitão.
—E quem é você?
—Alexander Holloway, capitão da Marinha dos
Estados Unidos da América.
—Quando ficou preso no gelo?
—31 de Dezembro de 1794.
—Mas isso foi há 232 anos!
O capitão ficou lívido: arregalou os olhos, sem
acreditar no que Marlan dizia.
—Mas isso foi há muito tempo! Talvez nossas
famílias nem mesmo ainda existam!
—Mas é a realidade, amigo. Passaram-se 232 anos
desde que encalhou aqui. Não sei como sobreviveram por tanto tempo, mas sei que
é um milagre ainda estarem vivos.
—Venha. Descobriremos juntos.
Pegou a mão de Marlan e o ajudou a subir no
navio. Inicialmente Marlan teve medo de subir as escadas, mas mesmo após dois
séculos no gelo a madeira estava conservada como se fosse nova.
Foram descendo ao porão e Marlan avistou uma
mancha escura no casco. Agora com a pistola no cinto, o capitão indicou-a com a
mão recoberta por luvas de pele de foca; aproximando-se, ele e Marlan puderam
divisar uma abertura; entraram por ela e chegaram a um túnel longo que
desembocava em um local iluminado. Conforme andavam, o túnel ficava
progressivamente mais quente, até que chegaram a uma imensa caverna quente como
nos trópicos: havia todas as espécies de frutas e plantações de legumes e
verduras.
—Este é o nosso mundo, coronel.
—Não vejo animais. Tem algum?
—Aqui produzimos tudo de que precisamos, mas não
há animais terrestres.
—Como conseguem carne?
—Vinde comigo.
Levou-o á beira de um lago; em suas praias
centenas de focas e leões marinhos descansavam tranquilamente.
—Então é assim. Que beleza!
—Eles vêm aqui sempre, e mesmo caçados jamais
deixam de retornar.
—É vocês têm mesmo um pequeno paraíso aqui. Pena
eu não ter encontrado tudo isso antes.
—Estás cansado do lugar de onde vieste, coronel?
—Muito cansado, capitão. Lá pode ser um paraíso
para muitos, mas eu gostaria muito de ficar distante.
—Então és bem-vindo, amigo. Temos bastante
espaço para mais um aqui. Quer que eu respeite a hierarquia, senhor?
—Não, absolutamente! O navio á seu, o senhor
manda!
—Tens fome?
—Ainda não. Vão jantar agora?
—És convidado para a minha mesa esta noite. Aqui
tens o necessário para te acomodares. Mandarei quer te avisem. Como está tua
perna?
—Quebrada. Tem algum médico aqui?
—Não sei o que é um médico, mas temos um físico.
Mandarei que venha te examinar.
Retirou-se.
—Quem diria coronel! O senhor preso numa caverna
no Ártico, jantando carne de foca com marinheiros do século XVIII!
Começou a perscrutar o ambiente, admirando os
objetos: um relógio-cuco totalmente entalhado e jacarandá, uma cama da mesma
madeira com um colchão de pele de focam um baú enorme com fechadura pesada de
aço, até mesmo uma bússola. Todos eram artigos de museu que valeriam uma
fortuna em qualquer parte do mundo, mas que aqui eram objetos de uso diário.
Um marinheiro irrompeu à porta:
—Senhor, o capitão te convoca para o jantar.
Tenho ordens para levar-te antes ao físico.
—Podemos ir então.
Saíram do camarote e enfiaram pelo corredor. O
médico ficava praticamente ao lado do seu camarote, surpreendendo Marlan.
Entraram e o doutor o recebeu com um aperto de mão efusivo.
—Bem-vindo coronel. Poderia sentar-te aqui?
Marlan sentou-se com dificuldade. O físico
apalpou-lhe a perna e disse pesaroso:
—Receio que vá doer um pouco. Preciso alinhar o
teu osso. Preparado?
—Sim, não se preocupe: tomei morfina há menos de
meia hora.
—O que é morfina?
—É um anestésico, um preparado para diminuir ou
eliminar a dor.
—Onde conseguiste isso?
—Carregamos na mala que levamos em viagem, para
ocasiões como essa. Mesmo assim, usamos com parcimônia, pois a pessoa pode se
viciar.
—Senhor, eu sou físico há muitos anos e nunca
ouvi falar a respeito disso. É uma descoberta recente, não?
—Não, já existe desde .
—Mas nós estamos em 1829. É impossível. Esse ano
ainda não chegou.
—Doutor, acredite. De alguma maneira, vocês
sobreviveram por cento e noventa e sete anos. Estamos em 2026.
—Quanto? — assustado, o médico não conseguia
acreditar no que ouvia. —Tu fazes troça comigo! Sou um homem velho, meu coração
não aguenta mais esta mofas!
—É verdade. Sinto muito, mas é verdade.
Uma transformação se operou no rosto do doutor:
seu espírito se acalmando, o roto imediatamente refletiu o que lhe ia ao
íntimo.
—Então isso explica as tuas roupas estranhas.
Este não é um uniforme da Marinha da América do meu tempo. Um marinheiro não se
vestiria assim.
—Eu sou um piloto, o uniforme é diferente.
—O capitão reportou-me o que disseste. Voas,
não?
—Se tiver um avião, sim.
—Por favor, conta-me os avanços da ciência.
Então Marlan desfiou todo um rosário de
descobertas da ciência: o rádio, os raios-X, a televisão, o avião, os
transplantes, o bebê de proveta, o raio laser, o robô, etc. O homem o olhava
com uma expressão de curiosidade misturada com espanto. A cada nome de
descoberta arregalava os olhos e soltava uma “mais esta!”. Em determinado
momento o coronel resolveu interromper a explanação para não cansar o seu
ouvinte, mesmo que ele não aparentasse cansaço.
O mesmo marinheiro de antes chegou para
convocá-lo:
—O capitão chama.
—Bem, detesto deixá-lo ir, mas ordens são
ordens.
—Não vem conosco?
—Podeis ir à frente. Alcançá-los-ei.
O camarote do capitão, convertido parcialmente
em refeitório, estava cheio. Vinte pessoas estavam presentes quando Marlan
entrou, e todos se tornaram ouvintes atentos quando ele narrou os fatos, a
ponto de esquecerem a comida, que naturalmente esfriou.
—Tudo isso é muito maravilhoso, mas será que é
real? — surgiu a voz do Sr. Perkins, o imediato.
—Posso provar. — sacou do bolso uma televisão de
tela dobrável, fina como uma folha de papel. Desdobrou-a e ligou, para espanto
de todos, mostrando a programação de TV via satélite — Isto é uma televisão,
concebida pare entreter, e muita gente realmente perde grande parte da sua vida
em frente a ela. Pode ser dobrada e carregada no bolso. E isto é um relógio de
pulso digital.
Todos se achegaram para ver os aparelhos.
—Mas quem construiu isso? — tornou Perkins.
—Nós. Sou americano também. Aqui estão os meus
documentos.
Quando os que sabiam ler viram “Governo dos
Estados Unidos da América” e “U.S. Navy” nos documentos, soltaram um “Oh!”
espantados.
—Sim senhores, não nos demos conta, mas estamos
no século XXI, com mais de duzentos anos de idade. A questão agora é se
aceitaremos o coronel por aqui, uma vez que ele não deseja retornar ao seu
mundo, ou se o auxiliaremos a retornar.
— disse o capitão.
—Precisamos deliberar capitão. Após o jantar
falaremos a respeito.
Na manhã seguinte, Marlan acordou e sem perceber
levantou-se e saiu andando. Lembrando-se da perna quebrada, levou a mão até ela
e tocou-a com as pontas dos dedos, não sentindo dor.
—Posso entrar? — perguntou o médico. —Claro
doutor. Entre.
—Coronel, como está perna?
—Acredito que curada. Não dói mais.
—Aqui as feridas se curam em vinte e quatro
horas. Eu já esperava que acontecesse.
—Doutor, estive pensando: o que aconteceria se o
mundo lá fora descobrisse que estão aqui?
—Provavelmente este lugar seria invadido por
estranhos e estudado. Perderíamos a nossa casa. Por que a pergunta?
—Acredito que possam estar me procurando lá
fora. Se descobrirem a entrada, logo a sua previsão será uma realidade. Este
ano foi a primeira vez que esta zona apresentou bom tempo por um período longo
o suficiente para ser mapeada. Por isso não encontraram o navio antes.
—Ficarás?
—Devo subir e descobrir se ainda me buscam. Se
não, ficarei.
—Posso entrar?
—Oh, sim capitão. Entre.
—Temo que haja uma busca lá em cima. Alguns dos
seus... aviões voam sobre as nossas cabeças. Falaste a verdade: eles fazem muito
barulho.
—Capitão, devo retornar. Não posso deixar a
minha família agora, tenho dois filhos pequenos. O Governo ampara órfãos de
militares desaparecidos em serviço, mas é melhor que eu não desapareça.
—Não queres saber do resultado da reunião?
—Claro!
—Deliberamos que iremos todos contigo. Passamos
tempo demais aqui. Eu pessoalmente pretendo procurar algum remanescente da
minha família. Consertamos o Medusa e iremos embora navegando. Combinamos a
história de que você nos encontrou paralisados dentro do navio. Vamo-nos!
Saíram por um túnel alternativo no rochedo ao
lado do navio. Grandes rochas que tampavam chaminés secundárias do vulcão foram
movidas e o calor começou a derreter o gelo.
O capitão
aproximou-se de Marlan:
—Coronel,
sairemos daqui em breve.
—Espero que não seja tarde demais.
—O Medusa já começou a movimentar-se. Vamos nos
preparar. Precisamos embarcar.
Subiram com dificuldade pela escada de corda,
pois Marlan não sabia o que era isso há anos. Quando puseram os pés no convés,
o navio começou a estalar e a mover-se lentamente. Havia cem metros de
superfície branca a vencer até um quebra-gelo que ajudava nas buscas. O Medusa
foi navegando mansamente até o navio metálico, hasteando a bandeira branca.
O comandante da missão, capitão Nolan, falou ao
seu imediato:
—Preciso largar o maldito uísque. Estou tendo
alucinações ou aquilo é um veleiro de guerra de três mastros?
—Senhor, eu não bebo e estou vendo a mesma
coisa. Se o senhor estiver louco, a loucura é coletiva.
O navio de madeira, com as velas sendo
abaixadas, lentamente foi abordando o Santa Fé. O capitão Nolan esticou o
pescoço para observar a escultura de uma mulher com cabelos de serpente
encrustada na proa, que com a sua boca aberta e os olhos sem pupilas parecia
urrar para o mar, como se quisesse abrir caminho entre as ondas. O capitão
olhou para o imediato e levantou os ombros.
—Capitão, o senhor pode receber a bordo um
colega perdido? — gritou Marlan.
—Coronel Marlan, é o senhor?
—Eu mesmo. Podemos ir?
—Senhor Hartmann, prepare a abordagem.
—Sim, senhor.
Nolan deixou-se ficar por alguns instantes
olhando a movimentação de abordagem, apreciando cada detalhe que conhecia bem,
até o momento em que aqueles homens de roupas antigas começaram a vir a bordo.
a surpresa foi tanta que ele começou a pensar que em algum ponto lá atrás havia
perdido o juízo.
Foi aguardá-los na prancha. Marlan adiantou-se,
prestando continência:
—Coronel Willian Marlan, coronel da Marinha dos
estados Unidos da América, piloto de caça Ares Magnum, perdido e sem a sua nave
se apresentando! Capitão... Nolan — o disse, olhando para a plaqueta no
uniforme do outro — Este é o capitão Holloway.
—Capitão Alexander Everett Holloway, da Marinha
de Guerra dos Estados Unidos da América, turma de 1791.
O capitão Nolan os observou de cima a baixo e
disse:
—Coronel, que tipo de brincadeira é essa? O
senhor fica desaparecido vinte e quatro horas e volta com brincadeiras?
— Não senhor. Pode verificar. Este é o capitão
Holloway, aquele é o Medusa, seu navio, e aquela é a sua tripulação,
desaparecidos em 31 de Dezembro de 1794.
—Estes homens deveriam estar mortos há mais de
duzentos anos, coronel. Isso é impossível!
—Não capitão. Somente não havia acontecido.
Tanto é possível, que eles estão aqui.
—E criaram o maior problema do século para os
nossos cientistas... e para mim. Tente incluir isso num relatório e manter o
seu posto depois.
—Por alguma razão ficamos paralisados pelo gelo
e não envelhecemos todo esse tempo, capitão. Podemos abusar da sua
hospitalidade?
—Após milhares de perguntas, sim. Vamos à minha
cabine. Senhor Hartmann, cuide para que estes homens sejam alimentados, e dê-lhes
roupas adequadas para o frio. Não queremos que eles morram justamente agora.
—Quer conhecer o meu navio, capitão? —perguntou
Holloway.
—Mais tarde. Vamos tirá-los daqui ante que
fiquem presos novamente. Senhor Hartmann, mande que os dois navios naveguem
lado a lado na frente, abrindo caminho para que o veleiro passe. Não podemos
perder essa relíquia. O presidente vai adorar a surpresa.
E os navios quebra-gelo abriram caminho e
rebocaram o Medusa com toda a sua tripulação para o porto mais próximo.
Como era de se esperar, a visão de um navio
antigo rebocado por dois quebra-gelos causou estranheza no porto. Todos
acorriam para vê-los logicamente se sentiam curiosos.
O Medusa aportou e todos estavam eufóricos para
ver quem estaria lá dentro. Em meio à neblina, oficiais do Sea Star subiram a
bordo.
O quadro era macabro: esqueletos já livres de
pele e com restos de roupas, espalhados pelo interior do navio. Marlan correu
até lá e encontrou o esqueleto do capitão Holloway sentado em frente a o
espelho. Seus braços seguravam a gravata do uniforme de capitão que recebera do
capitão Nolan.
Marlan disse, penalizado:
—É amigo. A morte sempre chega para todos. Às
vezes ela apenas se esquece de nós por um tempo.
—Marlan, como reportarei isso ao comando?
—Se eu soubesse senhor, se eu soubesse...
Interessante esse conto também. É uma história criativa e surreal, parece fruto de um sonho.
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