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sábado, 25 de maio de 2013

Perdidos

22/07 2012

O coronel Marlan, piloto de testes da marinha americana, homem forte por excelência, estava agora diante do seu maior desafio: sobreviver num lugar inóspito. Conseguiu arrastar-se com dificuldade. Havia tentado ficar de pé, mas após ejetar-se do caça em chamas, distraíra-se vendo a trajetória descendente do avião e caíra de mau jeito, fraturando a perna. A dor cruciante era agravada pelo frio intenso.
Estava acima do círculo polar ártico; uma missão de rotina, uma falha mecânica por alguns momentos e chegara a pensar na imagem do seu corpo morto sendo iluminado pela aurora boreal; mas lá estava ele agora, sem comunicações, sem condições de sobrevivência, mas com toda a esperança do mundo.
Havia o GPS! Rezava agora para que as chamas não consumissem o aparelho. De qualquer forma, eles o encontrariam, pois não estava muito longe do local da queda; o problema era quando isso aconteceria.
Começou a checar os suprimentos e o kit de sobrevivência: lanternas elétrica e química, canivete suíço, ataduras, material para curativo e o melhor, suprimentos para quinze dias, fogareiro químico, pasta para fazer sopa instantânea, frutas cristalizadas, patê de carne, carne cozida e defumada, barras de cereal, conservas, etc.
Do conjunto de primeiros socorros tirou uma tala para a perna quebrada, encaixou-a e enrolou com ataduras. Tomou uma dose de morfina para eliminar a dor; ainda bem que a caixa de suprimentos também foi ejetada.
O frio era intenso: viu no termômetro trinta e dois graus negativos. Pegou uma muleta para a neve e ficou de pé bem a tempo de ver que um homem vestido como um marinheiro do século XVIII o observava. Como aquele homem poderia estar ali? De onde viera? Como sobrevivera àquelas condições extremas? Estas questões que a sua mente formulara seriam respondidas em breve, pois o homem estava se dirigindo a ele.
—Quem sois vós? Não vejo navio algum nas redondezas e vós não sois um marinheiro. — inquiriu o homem, apontando uma pistola antiga.
—Coronel Marlan, piloto da Marinha dos Estados Unidos da América.
—O que é um piloto? — perguntou com rispidez — Foste o responsável por aquele fogo lá adiante? O que é aquele objeto cor de prata em chamas?
—É o meu avião. Ele pegou fogo e eu ejetei a tempo. Quebrei a perna na queda.
—Queda de onde? Acaso vês montanhas aqui?
—Do céu.
—Do céu? És um demônio? Só pode ser, pois não te pareces com um anjo.— a pistola em riste se movimentava aleatoriamente, e Marlan já começava a sentir o suor brotar por baixo da roupa. Seu medo é de que ela disparasse, pois uma perna quebrada já era bastante por um dia.
—Por favor, cuidado com essa arma, ela pode disparar!
—Se ela disparar contra um demônio será um favor ao mundo.
—Mas não sou um demônio. Se eu fosse, estaria com a perna quebrada?
O homem olhou para baixo e ao ver as ataduras e a muleta, resolveu confiar nele.
—Está bem. Não sois um demônio, mas como explica o fato de voares?
—Aquele fogo lá é no meu avião, uma máquina voadora.
—Falas de modo estranho, homem estranho. Eu não o compreendo. Aquilo é pesado demais para voar. Deves estar mentindo.
—Eu posso explicar: você é um marinheiro, certo?
—No seu navio havia canhões?
—Sim, os melhores da marinha americana!
—Os canhões são máquinas.
—Então voas em canhões?
—Não, eu voava em outro tipo de máquina, um avião.
—É um tipo de navio que voa?
—Podemos dizer que sim. Ele se parece com um pássaro grande, de metal. Voa muito rápido e faz muito barulho e solta fumaça por buracos nas asas.
—Então é um demônio!
—Não, não é nada disso. Ele foi feito pelo homem.
—E por que ele caiu?
—Pegou fogo. Deu um defeito e o combustível começou a incendiar... — foi interrompido por uma explosão.
Subitamente o marinheiro olhou para o fogo e disse:
—Vamos sair daqui. Se o gelo rachar com esse calor, corremos perigo.
—Mas preciso aguardar o resgate aqui, ou vão pensar que estou morto!
—Vinde comigo homem, ou quando o resgate chegar encontrará um corpo para ser enterrado.
—Mas a minha roupa protege contra o frio. Posso esperar aqui por quinze dias, e só armar a minha tenda...
—Que tenda? A tua tenda estava em uma grande caixa?
—Sim, como sabe?
—Olha! — apontou com a pistola na direção da caixa que afundava, mais uma vez sacudindo-a perigosamente.
—Oh, não! O que vou fazer agora?
—Seguir-me ou perecer. — voltou as costas para Marlan e foi andando em direção ao norte. Após alguns minutos de caminhada, chegaram a um imenso iceberg. Mais alguns minutos andando em torno, viram um pequeno platô, quase ao nível do mar, onde estava encravado um veleiro do século dezoito.
—Lá está o meu navio, o Medusa! Aquela maravilha foi lançada ao mar em 14 de janeiro de 1791; não é uma beleza? Foi o meu primeiro navio, quando me tornei capitão.
—E quem é você?
—Alexander Holloway, capitão da Marinha dos Estados Unidos da América.
—Quando ficou preso no gelo?
—31 de Dezembro de 1794.
—Mas isso foi há 232 anos!
O capitão ficou lívido: arregalou os olhos, sem acreditar no que Marlan dizia.
—Mas isso foi há muito tempo! Talvez nossas famílias nem mesmo ainda existam!
—Mas é a realidade, amigo. Passaram-se 232 anos desde que encalhou aqui. Não sei como sobreviveram por tanto tempo, mas sei que é um milagre ainda estarem vivos.
—Venha. Descobriremos juntos.
Pegou a mão de Marlan e o ajudou a subir no navio. Inicialmente Marlan teve medo de subir as escadas, mas mesmo após dois séculos no gelo a madeira estava conservada como se fosse nova.
Foram descendo ao porão e Marlan avistou uma mancha escura no casco. Agora com a pistola no cinto, o capitão indicou-a com a mão recoberta por luvas de pele de foca; aproximando-se, ele e Marlan puderam divisar uma abertura; entraram por ela e chegaram a um túnel longo que desembocava em um local iluminado. Conforme andavam, o túnel ficava progressivamente mais quente, até que chegaram a uma imensa caverna quente como nos trópicos: havia todas as espécies de frutas e plantações de legumes e verduras.
—Este é o nosso mundo, coronel.
—Não vejo animais. Tem algum?
—Aqui produzimos tudo de que precisamos, mas não há animais terrestres.
—Como conseguem carne?
—Vinde comigo.
Levou-o á beira de um lago; em suas praias centenas de focas e leões marinhos descansavam tranquilamente.
—Então é assim. Que beleza!
—Eles vêm aqui sempre, e mesmo caçados jamais deixam de retornar.
—É vocês têm mesmo um pequeno paraíso aqui. Pena eu não ter encontrado tudo isso antes.
—Estás cansado do lugar de onde vieste, coronel?
—Muito cansado, capitão. Lá pode ser um paraíso para muitos, mas eu gostaria muito de ficar distante.
—Então és bem-vindo, amigo. Temos bastante espaço para mais um aqui. Quer que eu respeite a hierarquia, senhor?
—Não, absolutamente! O navio á seu, o senhor manda!
—Tens fome?
—Ainda não. Vão jantar agora?
—És convidado para a minha mesa esta noite. Aqui tens o necessário para te acomodares. Mandarei quer te avisem. Como está tua perna?
—Quebrada. Tem algum médico aqui?
—Não sei o que é um médico, mas temos um físico. Mandarei que venha te examinar.
Retirou-se.
—Quem diria coronel! O senhor preso numa caverna no Ártico, jantando carne de foca com marinheiros do século XVIII!
Começou a perscrutar o ambiente, admirando os objetos: um relógio-cuco totalmente entalhado e jacarandá, uma cama da mesma madeira com um colchão de pele de focam um baú enorme com fechadura pesada de aço, até mesmo uma bússola. Todos eram artigos de museu que valeriam uma fortuna em qualquer parte do mundo, mas que aqui eram objetos de uso diário.
Um marinheiro irrompeu à porta:
—Senhor, o capitão te convoca para o jantar. Tenho ordens para levar-te antes ao físico.
—Podemos ir então.
Saíram do camarote e enfiaram pelo corredor. O médico ficava praticamente ao lado do seu camarote, surpreendendo Marlan. Entraram e o doutor o recebeu com um aperto de mão efusivo.
—Bem-vindo coronel. Poderia sentar-te aqui?
Marlan sentou-se com dificuldade. O físico apalpou-lhe a perna e disse pesaroso:
—Receio que vá doer um pouco. Preciso alinhar o teu osso. Preparado?
—Sim, não se preocupe: tomei morfina há menos de meia hora.
—O que é morfina?
—É um anestésico, um preparado para diminuir ou eliminar a dor.
—Onde conseguiste isso?
—Carregamos na mala que levamos em viagem, para ocasiões como essa. Mesmo assim, usamos com parcimônia, pois a pessoa pode se viciar.
—Senhor, eu sou físico há muitos anos e nunca ouvi falar a respeito disso. É uma descoberta recente, não?
—Não, já existe desde         .
—Mas nós estamos em 1829. É impossível. Esse ano ainda não chegou.
—Doutor, acredite. De alguma maneira, vocês sobreviveram por cento e noventa e sete anos. Estamos em 2026.
—Quanto? — assustado, o médico não conseguia acreditar no que ouvia. —Tu fazes troça comigo! Sou um homem velho, meu coração não aguenta mais esta mofas!
—É verdade. Sinto muito, mas é verdade.
Uma transformação se operou no rosto do doutor: seu espírito se acalmando, o roto imediatamente refletiu o que lhe ia ao íntimo.
—Então isso explica as tuas roupas estranhas. Este não é um uniforme da Marinha da América do meu tempo. Um marinheiro não se vestiria assim.
—Eu sou um piloto, o uniforme é diferente.
—O capitão reportou-me o que disseste. Voas, não?
—Se tiver um avião, sim.
—Por favor, conta-me os avanços da ciência.
Então Marlan desfiou todo um rosário de descobertas da ciência: o rádio, os raios-X, a televisão, o avião, os transplantes, o bebê de proveta, o raio laser, o robô, etc. O homem o olhava com uma expressão de curiosidade misturada com espanto. A cada nome de descoberta arregalava os olhos e soltava uma “mais esta!”. Em determinado momento o coronel resolveu interromper a explanação para não cansar o seu ouvinte, mesmo que ele não aparentasse cansaço.
O mesmo marinheiro de antes chegou para convocá-lo:
—O capitão chama.
—Bem, detesto deixá-lo ir, mas ordens são ordens.
—Não vem conosco?
—Podeis ir à frente. Alcançá-los-ei.
O camarote do capitão, convertido parcialmente em refeitório, estava cheio. Vinte pessoas estavam presentes quando Marlan entrou, e todos se tornaram ouvintes atentos quando ele narrou os fatos, a ponto de esquecerem a comida, que naturalmente esfriou.
—Tudo isso é muito maravilhoso, mas será que é real? — surgiu a voz do Sr. Perkins, o imediato.
—Posso provar. — sacou do bolso uma televisão de tela dobrável, fina como uma folha de papel. Desdobrou-a e ligou, para espanto de todos, mostrando a programação de TV via satélite — Isto é uma televisão, concebida pare entreter, e muita gente realmente perde grande parte da sua vida em frente a ela. Pode ser dobrada e carregada no bolso. E isto é um relógio de pulso digital.
Todos se achegaram para ver os aparelhos.
—Mas quem construiu isso? — tornou Perkins.
—Nós. Sou americano também. Aqui estão os meus documentos.
Quando os que sabiam ler viram “Governo dos Estados Unidos da América” e “U.S. Navy” nos documentos, soltaram um “Oh!” espantados.
—Sim senhores, não nos demos conta, mas estamos no século XXI, com mais de duzentos anos de idade. A questão agora é se aceitaremos o coronel por aqui, uma vez que ele não deseja retornar ao seu mundo, ou se o  auxiliaremos a retornar. — disse o capitão.
—Precisamos deliberar capitão. Após o jantar falaremos a respeito.


Na manhã seguinte, Marlan acordou e sem perceber levantou-se e saiu andando. Lembrando-se da perna quebrada, levou a mão até ela e tocou-a com as pontas dos dedos, não sentindo dor.
—Posso entrar? — perguntou o médico. —Claro doutor. Entre.
—Coronel, como está perna?
—Acredito que curada. Não dói mais.
—Aqui as feridas se curam em vinte e quatro horas. Eu já esperava que acontecesse.
—Doutor, estive pensando: o que aconteceria se o mundo lá fora descobrisse que estão aqui?
—Provavelmente este lugar seria invadido por estranhos e estudado. Perderíamos a nossa casa. Por que a pergunta?
—Acredito que possam estar me procurando lá fora. Se descobrirem a entrada, logo a sua previsão será uma realidade. Este ano foi a primeira vez que esta zona apresentou bom tempo por um período longo o suficiente para ser mapeada. Por isso não encontraram o navio antes.
—Ficarás?
—Devo subir e descobrir se ainda me buscam. Se não, ficarei.
—Posso entrar?
—Oh, sim capitão. Entre.
—Temo que haja uma busca lá em cima. Alguns dos seus... aviões voam sobre as nossas cabeças. Falaste a verdade: eles fazem muito barulho.
—Capitão, devo retornar. Não posso deixar a minha família agora, tenho dois filhos pequenos. O Governo ampara órfãos de militares desaparecidos em serviço, mas é melhor que eu não desapareça.
—Não queres saber do resultado da reunião?
—Claro!
—Deliberamos que iremos todos contigo. Passamos tempo demais aqui. Eu pessoalmente pretendo procurar algum remanescente da minha família. Consertamos o Medusa e iremos embora navegando. Combinamos a história de que você nos encontrou paralisados dentro do navio. Vamo-nos!
Saíram por um túnel alternativo no rochedo ao lado do navio. Grandes rochas que tampavam chaminés secundárias do vulcão foram movidas e o calor começou a derreter o gelo.
 O capitão aproximou-se de Marlan:
 —Coronel, sairemos daqui em breve.
—Espero que não seja tarde demais.
—O Medusa já começou a movimentar-se. Vamos nos preparar. Precisamos embarcar.
Subiram com dificuldade pela escada de corda, pois Marlan não sabia o que era isso há anos. Quando puseram os pés no convés, o navio começou a estalar e a mover-se lentamente. Havia cem metros de superfície branca a vencer até um quebra-gelo que ajudava nas buscas. O Medusa foi navegando mansamente até o navio metálico, hasteando a bandeira branca.
O comandante da missão, capitão Nolan, falou ao seu imediato:
—Preciso largar o maldito uísque. Estou tendo alucinações ou aquilo é um veleiro de guerra de três mastros?
—Senhor, eu não bebo e estou vendo a mesma coisa. Se o senhor estiver louco, a loucura é coletiva.
O navio de madeira, com as velas sendo abaixadas, lentamente foi abordando o Santa Fé. O capitão Nolan esticou o pescoço para observar a escultura de uma mulher com cabelos de serpente encrustada na proa, que com a sua boca aberta e os olhos sem pupilas parecia urrar para o mar, como se quisesse abrir caminho entre as ondas. O capitão olhou para o imediato e levantou os ombros.
—Capitão, o senhor pode receber a bordo um colega perdido? — gritou Marlan.
—Coronel Marlan, é o senhor?
—Eu mesmo. Podemos ir?
—Senhor Hartmann, prepare a abordagem.
—Sim, senhor.
Nolan deixou-se ficar por alguns instantes olhando a movimentação de abordagem, apreciando cada detalhe que conhecia bem, até o momento em que aqueles homens de roupas antigas começaram a vir a bordo. a surpresa foi tanta que ele começou a pensar que em algum ponto lá atrás havia perdido o juízo.
Foi aguardá-los na prancha. Marlan adiantou-se, prestando continência:
—Coronel Willian Marlan, coronel da Marinha dos estados Unidos da América, piloto de caça Ares Magnum, perdido e sem a sua nave se apresentando! Capitão... Nolan — o disse, olhando para a plaqueta no uniforme do outro — Este é o capitão Holloway.
—Capitão Alexander Everett Holloway, da Marinha de Guerra dos Estados Unidos da América, turma de 1791.
O capitão Nolan os observou de cima a baixo e disse:
—Coronel, que tipo de brincadeira é essa? O senhor fica desaparecido vinte e quatro horas e volta com brincadeiras?
— Não senhor. Pode verificar. Este é o capitão Holloway, aquele é o Medusa, seu navio, e aquela é a sua tripulação, desaparecidos em 31 de Dezembro de 1794.
—Estes homens deveriam estar mortos há mais de duzentos anos, coronel. Isso é impossível!
—Não capitão. Somente não havia acontecido. Tanto é possível, que eles estão aqui.
—E criaram o maior problema do século para os nossos cientistas... e para mim. Tente incluir isso num relatório e manter o seu posto depois.
—Por alguma razão ficamos paralisados pelo gelo e não envelhecemos todo esse tempo, capitão. Podemos abusar da sua hospitalidade?
—Após milhares de perguntas, sim. Vamos à minha cabine. Senhor Hartmann, cuide para que estes homens sejam alimentados, e dê-lhes roupas adequadas para o frio. Não queremos que eles morram justamente agora.
—Quer conhecer o meu navio, capitão? —perguntou Holloway.
—Mais tarde. Vamos tirá-los daqui ante que fiquem presos novamente. Senhor Hartmann, mande que os dois navios naveguem lado a lado na frente, abrindo caminho para que o veleiro passe. Não podemos perder essa relíquia. O presidente vai adorar a surpresa.
E os navios quebra-gelo abriram caminho e rebocaram o Medusa com toda a sua tripulação para o porto mais próximo.
Como era de se esperar, a visão de um navio antigo rebocado por dois quebra-gelos causou estranheza no porto. Todos acorriam para vê-los logicamente se sentiam curiosos.
O Medusa aportou e todos estavam eufóricos para ver quem estaria lá dentro. Em meio à neblina, oficiais do Sea Star subiram a bordo.
O quadro era macabro: esqueletos já livres de pele e com restos de roupas, espalhados pelo interior do navio. Marlan correu até lá e encontrou o esqueleto do capitão Holloway sentado em frente a o espelho. Seus braços seguravam a gravata do uniforme de capitão que recebera do capitão Nolan.
Marlan disse, penalizado:
—É amigo. A morte sempre chega para todos. Às vezes ela apenas se esquece de nós por um tempo.
—Marlan, como reportarei isso ao comando?
—Se eu soubesse senhor, se eu soubesse...

Um comentário:

  1. Interessante esse conto também. É uma história criativa e surreal, parece fruto de um sonho.

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