De buscar a sua silhueta
Na áspera cortina de folhagens
Do jardim vizinho...
De entristecer-me
Ao ver que você não virá.
Lembrar de vê-la atravessar a relva,
Trazendo consigo o meu sorriso,
Erguendo os meus olhos do chão,
É lâmina que fere o meu peito,
Profunda e dolorosamente.
Sinto falta da sua voz sussurrada,
Do abraço apertado,
Do riso fácil que dissipava as minhas trevas,
Da minha alegria refletida nos seus olhos...
Seus longos cabelos
Voluteando ao vento,
Envolvendo o meu pescoço
Criando laços em minh’ alma,
Que o tempo não desfará...
Por onde anda você,
Que se foi em prantos,
Que me deixou em prantos,
Que levou a felicidade
Impregnada com as minhas lágrimas de desespero
Num casaco jeans?
Vivo remoendo essas imagens,
Que não fui capaz de apagar
Da minha memória.
Sabendo que jamais tornarei a vê-la,
Quando e como esquecerei você?
Adorei "riso fácil que dissipava as minhas trevas"(...)
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